domingo, 27 de setembro de 2009

Só vontade.

De principio não era nada demais, só uma brincadeira de faz-de-conta que já tinha até virado mania. E sua curiosidade nunca tinha sido tão incentivada com toda aquela indiferença que ele tinha dos outros, da vida, do mundo.

Por não saber o que era, imaginava, imaginava. Tudo de longe. Não queria atrapalhar aquilo que via. Nunca tocava, ele não deixava, não conseguia. ‘Quero também!’ - Colocou na cabeça - ser indiferente quando conviesse, queria saber mesmo qual era o nome daquilo nele e ter também.

Essa vontade foi se espalhando, tomando não só seus pensamentos; passou pelo pescoço, foi para os braços e pernas, ocupou todo corpo, agora ela era só vontade, nada mais.

06/06/09