segunda-feira, 25 de abril de 2011

Aquela ligação.

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“Sua chamada está sendo encaminhada para a..”

Porque me incomoda tanto essa mesma espera? Essa voz feminina programada dizendo que minha mensagem final nunca chegará aos seus ouvidos? Acho que eu deveria ser menos piegas e me revoltar contra essas chamadas tristes, mas hoje não. Talvez amanha, ou algum dia nessa semana que eu acorde com mais animo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Rico e sóbrio, como um templo grego.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Seu corpo parece um templo de caos cercado de paz borboleta.



..me deixa ser uma dessas borboletas..

domingo, 10 de abril de 2011

Mãos sujas.

Minha cabeça dói, minhas mãos estão sujas com tanta água e tanto ar, e tanta sede de vida, e tanta falta de tudo, e sobra tanto espaço entre minhas mãos pra se encontrar.

(...)

Eu senti um nojo, uma vontade dentro de nunca mais deixar entrar nada em mim, de me deixar morrer aqui sozinha, de ficar fritando, fritando, a minha cabeça ta fritando, e deixando tudo quadrado, eu to sendo tão quadrada..

Eu queria rir, mas to chorando.

A minha cabeça parou de doer, acho que ela desistiu de me fazer sofrer e achou melhor esperar por amanhã.

Eu chorei relendo uns textos que eu não deveria ter escrito porque eu sempre quis escrever coisas bonitas e as coisas que eu acho bonitas são tristes e eu escrevo sobre mim, mas a minha vida não me parece bonita, só triste.

Eu queria viver mais, na verdade pdoeria ser até menos desde que fosse melhor

(...)

Eu tive um sonho muito ruim e eu me debati debati debati até que caí, e continuei caindo, caindo, caindo, e cheguei no chão, e minhas mãos estavam sujas, e era sangue, tinha sangue, não sei se era meu, se era seu, era sangue. Cheirava forte e tinha cheiro de mar, e o mar, eu não vejo o mar a algum tempo, o mar me lembra a vida que eu poderia levar se eu desistisse de sonhar tanto antes de dormir, se eu abrisse mão das letras que não param de sair do meu teclado do meu cérebro, do meu conto de fadas que tem mais bruxas que unicórnios.

entorpecido.

Seus pés gelados no chão gelado gelava a alma entorpecida tentando encaixar qualquer resto de esperança naquele corpo quase sem vida que vive vivendo no piloto automático dos sorrisos forçados, dos barulhos condicionados, da mente cansada.

Cansa chorar um choro seco que dói e trava não saí só permanece consumindo e girando minha cabeça que não consegue colocar tudo no lugar.