segunda-feira, 25 de março de 2013

Aquele músico.


Hoje tenho a esperança de um amor tranquilo, que beije meus machucados e do qual eu permita tocar meus ombros cansados. E sorri. Eu sorri! Quando te vi e te amei por quem eras. Não tenho mais medo de caos algum, nem do meu,  porque a possibilidade do seu amor parece maravilhosa e criou em mim um sentimento de mansidão quanto toquei seus cabelos.

(Meu caos se tornou bondoso e florido com você por perto.)

E eu te amo com todos os seus mistérios, problemas e sonhos inacabados. Porque viver talvez não seja mais do que tentar curar algumas feridas eternas e recorrentes, mas ao seu lado isso tudo parece um bocado mais fácil. Porque seu sorriso é bonito e a sua voz me desvenda. E diz coisas tão tolas e corretas.  Bach voltou a ter graça, como a noite voltou a ter graça, como a chuva parou de me incomodar, porque, afinal,  eu ouvi o seu nome pela primeira vez e sorri, naquele momento tudo havia se tornado diferente.

Seu nome ,como uma ironia do destino, que resolveu me deixar sentir novamente a bondade que existe em se afeiçoar a alguém sem medo. A minha alma se enche de novo de beleza. Fazia tempo que as minhas palavras não conseguiam expressar nada além de dor, e por isso, você virou o meu ser amado. Você foi capaz de mudar a minha alma ferida, me mostrar de novo a beleza da vida, um violão ou a ideia de um violão não poderiam ser tão belas até ontem.

Eu quero dormir nos teus braços, na verdade, só a ideia de dormir ao seu lado faz o meu coração ficar tranquilo e minhas mãos confusas conseguirem aguentar mais alguns dias sem quebrar nada. Sentir  a beleza na alma do outro é tão bonito que metáfora alguma representaria bem a sensação. Não sei como, mas você é belo, e a sua beleza faz a minha mente acreditar que tem conserto.

E esse era o sinal que me faltava para eu continuar seguindo.

Espero que você siga comigo.. 

Parte, Pedrinho!


Pedrinho é um menino. 
Parte meu
Menino.
Parto meus meninos.

Eu sempre chamo Pedrinho para resolver meus casos e descasos, conto alguma história bem antiga sobre a minha alma cansada e eterna, sempre relembrando o horror dos dias. Crio perspectivas e penhascos esperando que talvez você me dê à mão , quando meu corpo caminha leve em busca do vazio e da queda.  

Pedrinho, sinto que você tem de partir.

Merece uma amiga que não faça tanta confusão, que possa lhe oferecer um mundo mais bonito, um sorriso inteiro, um carinho de mãos saudáveis. Que inveja eu sinto das outras amigas do Pedrinho; Com fluência em Inglês, com seus cabelos e unhas bem feitas, rindo de alguma comédia britânica e comentando musicas que eu desconheço.

Pedrinho precisa de amigas assim. Saudáveis.

Pedrinho é belo por toda extensão de seus cabelos, nos tons dourados de sua barba, no olhar mais antigo que o meu e naquelas mãos firmes e medrosas. Ele está apaixonado agora, a vida fica mais bonita quando se ama, ele esta consertando a própria vida, e eu continuo com os tormentos de vidas passadas.

Pedrinho precisa parar de cuidar da minha bagunça. Eu preciso contar para o Pedrinho que acho que a minha confusão será eterna. Preciso dizer que não posso prometer melhorar alguma hora, que talvez o seu esforço seja pura perda de tempo, e que talvez eu o decepcione de novo. Mesmo que eu te ame, Pedrinho!

Eu estou melhor Pedrinho, eu realmente poderia escrever um texto inteiro só com o diminutivo do seu nome, que representa um pouco da beleza e afeto juvenil que eu sinto pelo mundo, e , principalmente, por você. 
Pedrinho, o sorriso que eu me esforço para sorrir quando lembro quanto tempo você gasta ouvindo minhas insanidades. O sorriso mais sincero que eu posso sorrir quando jogo meus jogos de ver a beleza no mundo que me assusta e me cansa. Eu não quero estragar mais nada, eu não quero que você desista de mim de 
novo, eu não sei como me esforçar mais.

Quando perco o jogo, quando quebro móveis e digo palavras feias, chega Pedrinho, para tentar consertar minha bagunça.  Queria que Pedrinho fosse embora. Queria que não visse tantas coisas quebradas. Pedrinho merece coisas bonitas!

terça-feira, 12 de março de 2013

sua cama estreita


Foi um convite um tanto confuso, mas parecia sincero. 

Eu fui, e deitei ao teu lado e senti seus braços e abraços me envolverem e amarem de um jeito um tanto apressado. Estabanado. Meus cabelos lisos e seus cachinhos pareciam cair bem uns sobre os outros naquela cama apertada. Você estava sorrindo, estava escuro, mas definitivamente era um sorriso. Um bom sorriso, sorri também e quis continuar admirando e beijando você no escuro. Explorando seu corpo e analisando cada som e palavra que saía de sua boca. 

No meio de tantas pernas, e roupas já mal vestidas, seus dedos entrelaçando os meus. Que surpresa! Aquilo era mais intimo do que tudo que eu já havia experimentado. Tanto a ser tocado e explorado, e você estava lá, me fazendo cafuné e sorrindo enquanto encostava o nariz ao meu.

Aproximou-me do seu peito e me deixou repousar por lá, enquanto minha perna permanecia sobre a tua e meus cabelos faziam desenhos na sua barriga. Meus dedos do pé brincavam com os teus e sua mão continuava enlaçada a minha. Senti que adormecer ali seria como a situação ideal que eu nunca havia imaginado, e nem seria capaz. Porque desconhecia um tipo tão afetivo de intimidade.

Você rompeu o grande silêncio do quarto com um boa noite. Beijou meu rosto, aproximou-me um pouco mais de você, encostou sua cabeça na minha e dormiu. Eu ainda fiquei um pouco acordada, como faço todas as noites, dessa vez não foi imaginando algo belo para acreditar. 

Algo bonito estava acontecendo e eu só queria ficar.