quinta-feira, 29 de outubro de 2009

céu.

Ontem vi um céu tão lindo que tive vontade de, através do vidro daquele carro, admirar aquelas cores até que sumissem. Era calmo e me passou uma serenidade que há tempos não sentia. Talvez não tivesse sido exatamente ele, mas o que me mostrou além daquelas nuvens de diversos tons de azul.

Via como se as cores aos poucos brincassem de se mesclar, formando assim aquela imagem tão linda. E, a cada movimento de cores uma duvida era sanada, aquele medo guardado se libertava, um aperto simplesmente desapertava.

Naquele céu de começo de manhã tive mais uma vez a certeza de que tudo tem um sentido, e, se soubermos levar, até a maior tragédia tem seu brilho. Aprendi também que as vezes tento resolver tudo por mim mesma e por isso me canso. Por vezes sinto-me auto-suficiente a ponto de pensar ser capaz de tudo, nessas horas é que tenho que entender que sem você não sou nada.

O céu estava acompanhado do silêncio e com a paisagem da rua havia um frio gostoso, que não incomoda de forma alguma, mas que deixa vontade de se aconchegar um pouco mais. Só para continuar a entender o que você falava através daquela cena quase que pintada a mão. Como é incrível o tamanho da minha ingratidão, você pinta todas as manhãs e eu nunca tinha visto até então.

14/12/2008