segunda-feira, 25 de março de 2013

Parte, Pedrinho!


Pedrinho é um menino. 
Parte meu
Menino.
Parto meus meninos.

Eu sempre chamo Pedrinho para resolver meus casos e descasos, conto alguma história bem antiga sobre a minha alma cansada e eterna, sempre relembrando o horror dos dias. Crio perspectivas e penhascos esperando que talvez você me dê à mão , quando meu corpo caminha leve em busca do vazio e da queda.  

Pedrinho, sinto que você tem de partir.

Merece uma amiga que não faça tanta confusão, que possa lhe oferecer um mundo mais bonito, um sorriso inteiro, um carinho de mãos saudáveis. Que inveja eu sinto das outras amigas do Pedrinho; Com fluência em Inglês, com seus cabelos e unhas bem feitas, rindo de alguma comédia britânica e comentando musicas que eu desconheço.

Pedrinho precisa de amigas assim. Saudáveis.

Pedrinho é belo por toda extensão de seus cabelos, nos tons dourados de sua barba, no olhar mais antigo que o meu e naquelas mãos firmes e medrosas. Ele está apaixonado agora, a vida fica mais bonita quando se ama, ele esta consertando a própria vida, e eu continuo com os tormentos de vidas passadas.

Pedrinho precisa parar de cuidar da minha bagunça. Eu preciso contar para o Pedrinho que acho que a minha confusão será eterna. Preciso dizer que não posso prometer melhorar alguma hora, que talvez o seu esforço seja pura perda de tempo, e que talvez eu o decepcione de novo. Mesmo que eu te ame, Pedrinho!

Eu estou melhor Pedrinho, eu realmente poderia escrever um texto inteiro só com o diminutivo do seu nome, que representa um pouco da beleza e afeto juvenil que eu sinto pelo mundo, e , principalmente, por você. 
Pedrinho, o sorriso que eu me esforço para sorrir quando lembro quanto tempo você gasta ouvindo minhas insanidades. O sorriso mais sincero que eu posso sorrir quando jogo meus jogos de ver a beleza no mundo que me assusta e me cansa. Eu não quero estragar mais nada, eu não quero que você desista de mim de 
novo, eu não sei como me esforçar mais.

Quando perco o jogo, quando quebro móveis e digo palavras feias, chega Pedrinho, para tentar consertar minha bagunça.  Queria que Pedrinho fosse embora. Queria que não visse tantas coisas quebradas. Pedrinho merece coisas bonitas!

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