quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Tempo.

As minhas previsões estavam certas, Ritmos vivem sozinhos, a vida tem pontos mal-dados, e eu continuo odiando pontos finais, mesmo que seja num tecido rasgado. O ano vai acabando, e eu com os mesmos tormentos do ano passado.

É engraçado como agora sobra tanto tempo; tempo pra escrever, tempo pra assistir aquele filme, tempo pra remoer, tempo pra ficar vendo o tempo passar, tempo pra chorar sem ninguém ver. Tenho todo tempo do mundo, agora basta saber o que fazer.

Talvez fosse o cinema de toda semana que levasse embora meu tempo, ou os quinze minutos de escada todos os dias, as birras inventadas, os carinhos feitos ou os telefonemas pra dizer nada. E nessa falta de tempo sempre procurava ter tempo para um monte de outras coisas; um tempo meu, um tempo sozinha, um tempo na companhia de outras pessoas, tempo, tempo, quem pode viver atrás do tempo?

Mas veja só agora, estou cheia de tempo! Tenho tanto tempo que me perdi sobre o que fazer com ele, de uma hora pra outra os planos mudaram, o tempo que eu não tinha antes talvez estivesse sendo bem gasto, e agora não tenho com que ocupá-lo.

Sobra tempo pra pensar, e ver quanta coisa a gente erra por medo de errar, pra pegar o telefone e discar aquele numero, mas falta coragem de realizar. Pegar o primeiro ônibus, e pedir pro motorista te deixar na casa atras do pinheiro. Só pra encontrar alguém, que você disse não ter mais tempo, por querer todo o tempo só pra você.

(típico erro egoísta de alguém que nunca sabe o que quer, e no final, quer tudo, não tem nada, e vive assim, de esquina em esquina, inventando mais alguma coisa pra querer, só pra não lembrar de tudo que perdeu.)

Se é que alguém ainda lê isso..
16/12/09

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