sábado, 21 de maio de 2011

Pelo menos nessa madrugada...

Toda aquela conversa e essa sensação de que meu maior medo fosse acreditar em alguma felicidade que pode não ser certa. É que dá medo, eu sou medrosa demais para me deixar levar por uma sensação que tire de alguma forma meus pés do chão, mesmo que voar seja o meu maior desejo.

Mas essa noite é diferente, nessa madrugada alguém me convenceu que vale a pena se permitir, acreditar, mesmo que esse sonho bom só dure alguns momentos, por isso, nessa noite, eu dedico meus últimos momentos a permissão. Eu permito imaginar alguns sonhos bons, e sono, por favor, demore a me buscar essa noite, mais do que habitualmente demora. Porque nessa madrugada, somente nessa, eu me permito amar, amar com todos os carinhos, todos os pescoços e feridas e sorrisos. Boa noite, realidade.


Abril 2011

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