Eu ando calada carregando a dor da partida nas alças da minha mochila desbotada que você carregava. Eu chego no meu quarto, e tem você nas paredes, no chão, na tela do computador, nas minhas musicas, na minha forma de falar. É como se eu não tivesse aceitado todo esse fim. Eu não aceito mesmo não. Eu compartilhei com você tanta coisa, e sei que foi recíproco. Mas agora parece tão frio, meus pés estão gelados e meu nariz entupido. Eu to me balançando na cadeira como se isso afastasse toda a minha tristeza, mas não afasta. Só me deixa enjoada de ter deixado tudo chegar nesse estado. Eu abandonada num quarto frio esperando que alguém me salve. Esse alguém é você. E eu sei que meu celular não vai tocar magicamente como você fazia.

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