(O primeiro parágrafo faltou coragem de mostrar..)
Quem me dera, o menino encantador me encantasse com suas contas. Eu já me encante por elas. O lupe duplo foi nosso primeiro encontro. A discussão sobre ponto de fuga oficializou o namoro. Eu acho que você ainda me ama, eu também sinto isso. Mas tá separado, cada um tá amando de um lado. Lembra quando era junto? Sabe, abraçado? Correndo pros meus pais não verem. E aquele esporro, aquele gemido preso que eu deixava escapar. Cadê toda a minha vontade de pele, de osso, de língua, de mão. Ela sumiu, o encanto acabou, eu deixei você partir, eu fiz você partir. Eu sempre parto as pessoas, Dói, dor, menino, amor, criança grande, meu melhor amigo, meu abraço, meu terceiro dente bonitinho.
Você ainda me quer? Eu te quero, eu não te quero, eu te quero quando estou sozinha, eu sou egoísta e mereço morrer sozinha. Sou inteligente, não vou morrer sozinha. Apesar que ninguém gosta de garotas feias, Mas você sempre me chamou de linda. Você mentiu? A gente nunca mentia. Eu menti quando te deixei partir, eu falei coisas melhores para não te ferir. Eu sou melhor ou pior por isso? Eu menti, eu sou uma pessoa má. Eu nunca mentiria para o meu grande amor. Você não é mais meu grande amor? Quem é você. Eu te chamava de amor. Não sei te chamar por outro nome. Eu preciso saber.
(Você sempre será meu menino encantador.)
Fevereiro 2011

ca-ra-lho (desculpe o termo)
ResponderExcluiresse texto é muito lindo.
Parei pra ler seus textos desde o mais recente e não parei até agora. Muito bom, muito bonito, e (imagino) muito sincero. Muito legal a sua maneira de se expressar.
Vou parar de ler por aqui pois já estou indo deitar, mas com certeza voltarei a este blog mais vezes. =]