Eu ando em pânico.
O pânico arranha e explode dentro de mim durante aquela xícara de café meio amarga que eu tomo sem vontade, sentindo meu estômago doer. Quando eu dou um oi alegre para um pseudoconhecido e o ajudo com um exercício de matemática...
Meu pânico não grita, só consome.
Morde-me pelo meio, pelas pontas e pelo corpo todo. Queima minha pele, me faz querer desistir; aceitar qualquer droga barata, qualquer humilhação do dia seguinte, eu só preciso que ele pare hoje.
(Só mais hoje, por favor.)
Não há meio de permanecer sã com essa coisa dentro de mim; esse bolor e raiva e medo.
Os comprimidos da minha mãe parecem uma opção milagrosa, assim como sexo barato, as garrafas vazias e a agitação de algum lugar imundo. Tudo é valido quando não suporta o que há dentro de si. Nenhum risco é suficiente, nenhuma imprudência é realmente levada a sério. A moral não faz mais sentido.
Existe um lobo, meu lobo, que sente prazer no caos, no fogo, em destruir. Minha destruição! Qualquer coisa que possa me fazer morrer poética e dramaticamente, tudo que não reflita a menina de cabelos compridos - a garota desajeitada e assustada - que continua chorando frágil, perdendo-se de si. A raiva é melhor do que esse barulho, essa autopiedade, essa aceitação horrenda da instabilidade.
O caos é meu instante de libertação.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
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