A gaiola estava aberta mas o pássaro não fugiu. Já havia se acostumado a prisão, ao confinamento. Mesmo que olhasse melancolicamente pelas grades da gaiola, o medo e a paciência eterna não o deixavam sair. Interiormente. Emocional. Aquele momento perigoso do dia em que você sabe que se prendeu a uma barreira imaginaria, porque tem medo de viver sem esse tormento, porque o seu tormento, dolorido e custoso, é também carregado de esperança, de sonhos, de uma perspectiva inexistente de mudança que se agarra entre meus dedos calejados de tentar mudar tudo. E permanecer, constantemente, no mesmo lugar escuro.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
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adorei a percepção!!!
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