terça-feira, 12 de março de 2013

sua cama estreita


Foi um convite um tanto confuso, mas parecia sincero. 

Eu fui, e deitei ao teu lado e senti seus braços e abraços me envolverem e amarem de um jeito um tanto apressado. Estabanado. Meus cabelos lisos e seus cachinhos pareciam cair bem uns sobre os outros naquela cama apertada. Você estava sorrindo, estava escuro, mas definitivamente era um sorriso. Um bom sorriso, sorri também e quis continuar admirando e beijando você no escuro. Explorando seu corpo e analisando cada som e palavra que saía de sua boca. 

No meio de tantas pernas, e roupas já mal vestidas, seus dedos entrelaçando os meus. Que surpresa! Aquilo era mais intimo do que tudo que eu já havia experimentado. Tanto a ser tocado e explorado, e você estava lá, me fazendo cafuné e sorrindo enquanto encostava o nariz ao meu.

Aproximou-me do seu peito e me deixou repousar por lá, enquanto minha perna permanecia sobre a tua e meus cabelos faziam desenhos na sua barriga. Meus dedos do pé brincavam com os teus e sua mão continuava enlaçada a minha. Senti que adormecer ali seria como a situação ideal que eu nunca havia imaginado, e nem seria capaz. Porque desconhecia um tipo tão afetivo de intimidade.

Você rompeu o grande silêncio do quarto com um boa noite. Beijou meu rosto, aproximou-me um pouco mais de você, encostou sua cabeça na minha e dormiu. Eu ainda fiquei um pouco acordada, como faço todas as noites, dessa vez não foi imaginando algo belo para acreditar. 

Algo bonito estava acontecendo e eu só queria ficar. 

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