quinta-feira, 25 de julho de 2013

Vem!

Eu usei esse meu vestido de verão, mesmo que seja quase inverno, só porque você disse que gostava das pintinhas dos meus ombros. Ninguém nunca havia notado elas. Ninguém nunca tinha olhado pra mim.

Você fala fala fala fala e não para de falar dá minha boca vermelha, dos meus olhos traiçoeiros, das minhas mãos ambíguas. Tudo muito metafórico e confuso, mas, tanto faz, teu abraço me diz o que é preciso, o que eu preciso! Eu queria poder viver enterrada entre teus braços e teu cheiro de homem maduro e indiferente ao mundo. Sentir teus pelos e teus poros e teu suor. esses olhos verdebrilhante de amante amado.

Eu quero te segurar com toda a força dos meus dedos e penetrar tua pele, e encher teu sangue de mim. Da minha matéria e dos meus medos. Te misturar ao meu perfume, juntar meu tom claro ao teu. E continuar olhando esses seus olhos cheio de vida e de certezas.

Vem me amar, vem me amar com meus medos e meus anseios, vem me amar com toda a loucura e todos aqueles comprimidos da semana passada que virou o segredo que temos de repetir. Porque a minha loucura achou um ninho e meus anseios arredaram o pé.

É, vem. Vem aceitar meu amor desnorteado, deixa eu fazer o curativo nesse seu joelho, mesmo que sem necessidade.Deixa eu te cuidar, deixa eu levar embora a tua insônia, ou, deixa que ela me pegue também. Vem me dar um abraço forte. Vem. Só vem. Eu levo meu isqueiro e você traz nossos cigarros.


Vem! 

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